segunda-feira, 5 de março de 2012

FELICIDADE REALISTA




A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote atraente, mas normalmente os desejos são ainda mais complexos.Há até pessoas que parecem eternamente insatisfeitas!
Não basta a ausência de febre: além de saúde, as pessoas querem ser magérrimas, saradas, fisicamente irresistíveis.
Dinheiro? Não basta ter-se para pagar as contas, deseja-se uma piscina olímpica, uma temporada num spa cinco estrelas e se possível ganhar sem trabalhar.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta ter alguém com quem se pode conversar, se divertir  e fazer sexo quando der vontade. Isso é pensar pequeno: há o querer do AMOR, todinho maiúsculo. Deseja-se estar visceralmente apaixonados,  ser surpreendido por declarações e presentes inesperados, jantar à luz de velas de segunda a domingo, sexo selvagem e diário,  ser feliz assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão ou telenovelas!
Simplesmente as pessoas estão esquecendo de  tentar ser felizes de uma forma mais realista. Há uma busca angustiante do "perfeito" e uma impaciência generalizada de se relacionarem. Sim porque relacionar-se pressupõe querer, cuidado, troca, altos, baixos.Não há perfeição. Até porque se está  perfeito é hora de enterrar ( não tem mais o que acrescentar, querer, desafiar, surpreender, sentir).
É preciso portanto, avaliar-se para saber o que se quer e o que nos faz feliz como ser humano, independente do gênero. 
Há quem seja feliz sem ter um parceiro (a) constante. Sem sentir falta de alguém com quem possa conversar, trocar confidências, experimentar o sabor das descobertas a dois, do prazer de uma viagem, de dançar, abraçar, de sorrir junto, de fazer sexo com emoção cúmplice, de desfrutar do prazer completo e não apenas do físico.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando alternativas mais econômicas e outras gratuitas tais como :o um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. É deixar de buscar nota 10 sempre e reconhecer que 8 atende. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem medo, neuras nem cobranças.
Olhe para o relógio: hora de acordar. Não espere que os imprevistos da vida lhe despertem. Você pode não ter mais a oportunidade de continuar no ponto em que parou. O AVC em minha vida foi um imprevisto que me mostrou isso de uma forma brusca e dura!!!
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. 
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, tome uma atitude. Invente seu próprio jogo.Faça o que for necessário para ser feliz. 
Mas, não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...
( adaptação do texto de Mário Quintana)




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