quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

SIM, AS VEZES ME SINTO DIFERENTE!

Como pode uma pessoa após AVC não sentir-se diferente?
A diferença pode estar exteriorizada através de sequelas físicas visíveis ou apenas na alma, no ser.
As minhas sequelas existem, porém  são invisíveis aos olhos das pessoas, mas para mim elas existem e me tornam diferente! Não aprofundarei meu texto conversando sobre sequelas a penas por achar que não existe diferença, a penas intensidade.
Pergunto-me: por que é difícil das pessoas entenderem como me sinto? Precisava estar com limitações físicas ou psíquicas graves?  Como explicar o sentimento de não ser a mesma pessoa de antes seja física ou psíquica?
Estou bem  e sou eternamente grata a Deus por esta oportunidade de renascimento. Mas o que ficou está muito presente em mim, a mexida interior é enorme.Parece que toda sua consciência foi mexida passando a enxergar tudo de uma forma diferente.
Hoje ouvi um relato de um oftomologista afirmando que quem enxerga é o cérebro interpretando , o olho é apenas a antena que captura a imagem. Sim, olhos são a janela da alma. No meu caso, quem sente não são os dedos, as pernas, a voz, é a alma, o ser em contínua transformação.
Se você está se sentindo assim, quero lhe deixar uma mensagem de paz e dizer que toda a força que precisa reside dentro de  VOCÊ! Acredite que pode mudar o percurso da sua vida mesmo se sentindo diferente.
Peça ajuda, diga o que sente, não guarde tudo para você e seus pensamentos.
Eu utilizo este blog para anunciar o quanto me sinto diferente e continuo viver fazendo deste sentimento um diferencial que me impulsiona para realizações pessoais.

" Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
Clarice Lispector




ESCREVER É OLHAR PARA SI MESMA

Já faz um bom tempo que não escrevo aqui.Este espaço é semelhante a uma terapia.
Converso comigo mesmo e com um público e/ou leitor cuja dimensão é infinita e atemporal.
No hiato de tempo em que deixei de postar, refleti muito.
Ahh! Como o AVC me ensinou a parar para refletir! Hoje reconheço que passamos tanto tempo das nossas vidas correndo, buscando, almejando o que mesmo? Bens materiais? Status quo? Reconhecimento social? E, ao mesmo tempo perdemos momentos com nossa família, amigos, entes queridos e sobretudo conosco, com nosso ser, nossa intimidade.
Ultimamente tenho sido muito malvada comigo mesma quando atribuo um peso enorme para decisões não tomadas, contextos não vistos,  ações inócuas  do passado. Este passado que não perdoa, afinal a vida caminha, os anos vem um após o outro, os acontecimentos inevitáveis que me trouxeram até aqui.
Estava pensando SE estivesse concluido o curso de Enfermagem na UFBA não conheceria o pai de minha filha nem me mudaria de Salvador para Feira de Santana. Não viveria as experiências ricas, os encontros com pessoas iluminadas..Então, realmente a nossa vida é fruto das escolhas.
Ocorre que somente a maturidade tráz clareza, serenidade e desembaça a visão. Não tem jeito! Com 20 anos não enxergamos a vida como nos 40 e assim por diante. O retrovisor apenas é referência! Devemos olhar para frente e corrigir os caminhos não tomados, ir ao encontro do que acreditamos, buscar nas nossas atitudes significado.
É assim que pretendo caminhar.
Penso em que posso ser útil em uma sociedade tão carente de cidadania, de pensamento crítico, capacidade de escolhas conscientes. De nada adianta a tecnologia levar as pessoas pela internet ao mundo se elas não conseguem criar um juízo de valor, de formar uma opinião.
Por isso, quero ser mentora e voluntária em um projeto social que ainda está embrionário mas será divulgado a partir de Março.
Não deixarei erros de decisões no passado impedir que siga adiante, de viver e sentir a vida em toda a sua simplicidade e ao mesmo tempo nobreza, porque é presente, é vida!
Estou finalizando mais um semestre na UFBA. A UFBA me resgatou. Resgatou minha auto estima que havia quase desaparecido . Decepção tem esse poder. Mas ao mesmo tempo nos fortalece, dignifica e mostra quem realmente perde...
Os alunos na sua grande maioria de engenharia, lembraram o inicio da minha trajetória profissional que convivia em tempo integral com engenheiros. Muito aprendizado nas aulas de Administração para Engenharia! Muito feliz! Deste semestre nascerá uma produção científica.
Novos e estimulantes projetos estão por vir a curto prazo. Estou (re)nascendo,  me (re)conhecendo e (re)novando!


"Não há vida sem correção, sem retificação".Paulo Freire


domingo, 22 de setembro de 2013

REALIZANDO PROJETOS..

A amplitude do vôo está diretamente relacionada ao tamanho das asas dos nossos sonhos...
Trata-se de uma força interior, alimentada e movida pela nossa vontade de SER e de construir..de ser co-responsável pela nossa vida e sua direção.
Escrever é uma habilidade que trago desde sempre..
Pensar, pesquisar e compartilhar está intrinsecamente contidos nos meus planos, nos meus pequenos projetos que juntos tomarão forma.
Reconheço que passei um período da minha vida seduzida pelo "poder" utilitarista e tudo que ele trás, pela vaidade que não leva a nenhum lugar e não ajuda a ninguém, só alimenta uma fome narcisista particular e sem sentido.
Mas,  um grande amigo certa vez me disse que quando a gente não pára, o " cara lá de cima" faz por nós.. Parei, refleti, revi, (re)visei, (re)formei, (re)pensei, tenho clareza do que quero e do que não quero, mudei a forma de olhar o mundo . Sinto-me mais crítica, mais sensível e lúcida.
Para inciar uma nova trajetória participei da equipe que  construiu o grupo de Pesquisa ACOMTECE, escrevi com colega artigo aprovado em congresso na UERJ e participei do livro 

Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo." Platão

domingo, 15 de setembro de 2013

O OLHAR PARA DENTRO DE MIM- homenagem aos alunos da UFBA

Gosto se ser a pessoa que conheci ou melhor dizendo, renasceu, se transformou após 09 de dezembro de 2011. Este é o marco da minha (re)visão, do (re)caminhar.
Após abril de 2013, minha vida mudou completamente.
Apesar das dificuldades naturais da itinerância, sinto-me mais madura, equilibrada, gostando mais de mim, do jeito que existo no mundo.
Finalizar o semestre na UFBA foi uma oportunidade de viver e sentir o gosto de se fazer o que gosta. Na gestão, vivia pressionada por interesses financeiros dos acionistas, e as vezes, obrigada a tomar atitudes contrárias ao que penso. Em sala de aula, sinto que contribuo para a vida das pessoas. Sinto que minha experiência é útil e que todos os momentos profissionais ruins passam a não ser em vão, tomam corpo e ganham sentido.Meus alunos não tem idéia do nível de contribuição que possuem nesse contexto de resgate. na apresentação refiro-me ao episódio porque é muito forte e não poderia deixar de comentar. Mas evito depois tocar no assunto para evitar ruídos de comunicação. 
Porém, não poderia deixar de fazer uma homenagem para eles, CADA aluno do semestre 2013.1.Quando estava fotografando na sala de aula eles peguntavam " para que estas fotos" ? Eis aqui a resposta: para estarem aqui comigo e me lembrarem do momento importante que nos encontramos. CADA aluno me fez sentir viva de novo e para CADA um deles dedico as palavras abaixo:

SER PROFESSORA É ESSÊNCIA...

É inegável que exercer o magistério causa-me certo fascínio,

pois supõe a capacidade de influenciar as pessoas a ver, ouvir, sentir a

beleza da vida e, sobretudo, plantar a semente de mudança

para um mundo melhor!

Ser professora é ser emoção. Todos os dias foram um desafio. Cada aluno, uma lição. Cada plano, um crescimento. Cada aula uma beleza..

Ser professora é perseverar, pois, diante de tantos desafios, ter nas mãos a possibilidade de libertar e aprisionar os sujeitos do saber. Educar parece latente, é obstinação.

Educador, em latim educātor, ōris, significa “o que cria, nutre, diretor, pedagogo”.

A palavra professor vem de “professar”, que, além de lecionar, significa “declarar publicamente uma convicção ou um compromisso de conduta”, como a de uma profissão.

Não por acaso, as duas têm a mesma raiz.

Nós, mestres, somos profissionais em vários sentidos: por ensinarmos e por nos comprometermos com condutas de trabalho, numa atividade que exige a contínua exposição de convicções.

Essa condição também envolve responsabilidades múltiplas, com conhecimentos e procedimentos, especialmente por lidarmos com muitos jovens

A cada dia houve uma nova aprendizagem em minha vida.

Ao ensinar aprendo e, com essa aprendizagem, ensino melhor.

Isso sempre se transforma num círculo contínuo e, o melhor, produtivo.

A docência é peculiar, pulsa firme em minhas veias, arde e queima…

E no contato diário com pessoas, livros, conhecimentos e saberes me vejo enfeitiçada pela possibilidade de ser “parteira de idéias” e semeadora de sonhos. 

Nesta perspectiva, falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta. 

Enquanto professora...

Fui  mágica, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal.

Fui atriz, que interpreta a vida como ela é, sentindo e transmitimndo emoções ao conviver com tantas performances. 

Fui  médica, ao conviver com jovens adoentados  pela  "falta de tempo ", pela carência de tempo em parar e olhar para o colega, de viver a simplicidade da vida, pela corrida diária para "manter o estágio" ou o "emprego" em detrimento da sua formação.

Fui psicóloga, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, dominante, imperativa e que sufoca a integridade da caminhada do saber.

Fui faxineira, ao tentar lavar a alma dos alunos que por vezes se mostram tão fragilizados entre sua formação e o seu trabalho..tão frágeis e tão heroicos ao mesmo tempo.

Fui arquiteta, ao tentar construir conhecimentos e verdadeiros alicerces do saber através da soma , da curiosidade e do despertar para o gosto de ler.

Por isso, apesar de ter sido muitos… fui uma só… múltiplos na unidade e únicos na multiplicidade… sou professora … educadora que professa sua fé no Humano.

Sinto muito orgulho em saudar VOCÊ,  aluno do semestre 2013.1, que me trouxe de volta, cada um com seu jeito de falar, olhar, dizer o que pensa, interagir com o professor, para o mundo mágico do saber e da oportunidade de iluminar um pouco seus caminhos, apoiar nas suas escolhas e e contribuir para tornar-se uma pessoa melhor preparada para a profissão.






















sábado, 25 de maio de 2013

NAVEGAR É PRECISO. VIVER NÃO É PRECISO

Depois que vive-se um momento de verdadeira "mexida" como vivi com o AVC, parece que o universo também se transforma e continua conspirando com e para nossa transformação e crescimento.
Depois de 16 anos de completa dedicação a uma empresa em cargo de gestão, resolvi mudar e aceitar o desafio da "instabilidade", consciente de que é apenas momentânea, porque as coisas acabam se encaixando. As oportunidades começam a aparecer, basta estarmos abertos para elas, sintonizados com elas.
Assim aconteceu desde o mês de Abril. E a partir de então, sou outra pessoa. Mais livre, mais criativa, mais gente, melhor espiritualmente. (RE)conhecendo outros caminhos, (RE)aprendendo com novos contextos (RE)vendo oportunidades.
Momento de transição que me reafirmo como profissional.Foi assim que enfrentei o retorno a sala de aula na UFBA. O desafio iniciou pelo processo seletivo onde apresentei uma aula para banca de doutores, ser arguida, uffa além da prova escrita.  Descobri como enfrentar pequenas dificuldades e me pus em teste. Venci, sou vitoriosa. Consegui dar uma aula de 50 minutos sem maiores problemas e segundo os professores muito bem!   Adoro dar aulas e quero fazer daqui para frente o que gosto.
O Doutorado, outro projeto de vida que está nos meus planos. O importante é ter projetos, não deixar a engrenagem da vida parar.
Não podemos nem devemos ficar tristes!
Quem sobrevive a um AVC e pode continuar vivendo e convivendo normalmente na sociedade deve agradecer!! Agradecer pelas oportunidades e aprender com os acontecimentos, encontros e desencontros.
Nem tudo tem lógica e acontece como desejamos ou esperamos. Afinal, viver não é preciso.

domingo, 7 de abril de 2013

SER DIFERENTE É NORMAL

Esta semana fui surpreendida com fatos que me levaram a consciência de que não sou a mesma pessoa no sentido de funcionalidade física sobretudo, após o AVC.
Sou uma paciente que quando vista, ninguém percebe a "olho nu" sinal ou " sequela". Mas houveram danos cerebrais sim! Não posso fazer de conta que não houveram e achar que tive algo comum e que ao sair do hospital, voltei a viver tudo como antes.
Eu até cheguei a pensar assim, dada a minha excelente condição de saúde: trabalhando normal, raciocinando normal, dirigindo, fazendo atividade física, escrevendo, pensando no doutoramento e outras atividades que uma pessoa dinâmica faz.
Mas, em alguns momentos, percebo que há algo estranho dentro de mim. Nada demais aos olhos alheios. Mas dentro de mim TUDO.
Houve lesão cerebral no espaço da coordenação motora e da visão. Nada que me compromete o dia dia.
Em alguns momentos há pequenos desequilíbrios e sinto que em alguns momentos as pessoas pedem que eu repita o que falei. Comecei a prestar atenção nisso. 
Ocorre que meu raciocínio é rápido, mas minha fala não consegue acompanhar esta velocidade.Até então estou no grupo do meu trabalho, e em conversas que esta "sequela" não compromete o diálogo nem os seus objetivos.
Mas, houve uma prova de fogo que me pegou de surpresa.
Fui convidada para dar uma palestra em um evento científico com limitação de tempo.
Subestimei a situação e desconsiderei a limitação de tempo.
Então preparei material, confiei na minha larga experiencia de presidir inúmeras colações de grau, de dar inúmeras aulas e outras palestras. Porém não contei com o acaso e a surpresa.
Ocorre que diante da limitação do tempo, havia necessidade de verbalização com mais rapidez. As idéias começaram a ficar confusa na minha cabeça, porque era como se elas viessem, com as relações que eu queria fazer, mas a fala não acompanhava, então houve " acúmulo" de idéias, confusão interna, e claro, comprometendo a verbalização. Para completar a situação, também senti dificuldade em VER os slides que preparei. Tudo isso junto e ao mesmo tempo comprometeu a apresentação.
Para mim, pessoalmente, foi um caos interior. Fiquei muito abalada, chorei muito depois, com a constatação de que não era a mesma pessoa com a fluência e a capacidade de apresentar idéias em público. Pensei em desistir de alguns projetos, fiquei muito abalada emocionalmente.
Encontrei acolhimento de pessoas que me amam, com plavaras doces. Eles estão certos! Depois de tudo que passei sou uma vitoriosa. Mas, para uma pessoa perfeccionista que era, o que ocorreu foi muito forte. Encontrei também amigos e colegas de trabalho que me fortaleceram com palavras " ali estava uma guerreira tentando viver e recomeçar".
Depois de passada a "dor", de ter tratado emocionalmente a situação, concluo que preciso reconhecer que não sou a mesma pessoa ( no sentido funcional cerebral). Que preciso rever os instrumentos de apresentação, a metodologia, aceitar as minhas limitações e continuar em frente.
Dói, dói muito para a pessoa que viveu um AVC estar " diferente" de antes. Mas, eis o aprendizado escolhido para nossa evolução e crescimento espiritual.
Por isso, recomeçarei agora a partir da consciência de que ser diferente é normal. Não deixarei a chama se apagar. 
Para vocês leitores e familiares de pacientes pós AVC, o inteligente é descobrir NOVOS olhares, novos meios de continuarem fazendo o que gostam e o POSSÍVEL. Novos caminhos para continuarem VIVENDO. Orgulhem-se do que fazem! Orgulhem-se de quem são!!!! Peçam ajuda. Não conseguimos passar por tudo isso sozinho.

sexta-feira, 8 de março de 2013

8 DE MARÇO- DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Recebi um SMS hoje dizendo:
" Parabéns pelo nosso dia. Te amo. Você é meu exemplo de mulher, mãe, filha, amiga."
Passei o dia refletindo sobre a mensagem e na capacidade que tenho como mãe em educar. 
Quando decidi ter uma filha, inicialmente foi o desejo ímpar e inerente a mulher de gerar uma vida, saber o que é ser mãe. Quando minha filha nasceu e olhei pela primeira vez naqueles olhinhos, estremeci quando me dei conta da imensa responsabilidade de orientar um ser, de saber que não tinha a "posse" daquele ser tão pequenino, senti um amor enorme jamais sentido " à primeira vista" e a plena consciência de que seria com meu exemplo acima de palavras que ela iria apreender os reais valores  vida.
A responsabilidade do educar pelo exemplo continua, ainda que sinta um pouco a sensação de "missão cumprida".
Em um mundo onde as pessoas da faixa etária dela não pensam em ler, estudar, estagiar, ela reescreve a minha história de vida. Começa a fazer um curso superior e ao mesmo tempo trabalha. "deixa" de viver momentos mais livres e naturais da idade dela, mas adquire uma maturidade, uma visão de mundo que lhe agrega e lhe torna uma pessoa especial apesar de jovem.
Sinto muita a falta dela porque em 2011 ela decidiu estudar em outra cidade, um pouco distante de Salvador.
Mas, depois de tudo que passamos no final de 2011 com meu AVC amadurecemos, aprendemos a conviver e a crescer como mãe e filha mesmo distantes geograficamente. 
Todos precisam de um certo individualismo e oportunidade de decidirem, mesmo sendo um "filho". 
Os pais tendem a achar que podem continuar decidindo como faziam quando o filho era mais dependente. Só que eles crescem, desenvolvem sua personalidade, seu pensamento crítico, fazem escolhas, choram e se alegram por elas.Às vezes compartilham, às vezes não.
Quando por alguns momentos penso em desistir de garndes projetos, lembro do exemplo de mulher e de mãe que minha filha se inspira e recarrego minhas pilhas interiores para seguir em frente.
Eu hoje, sou uma mulher-mãe realizada. Agradeço a espiritualidade de  estar com saúde para acompanhá-la, estar perto mesmo longe fisicamente.
À minha filha, o meu amor eterno. Que essas palavras, momentos, sentimentos, olhares, sejam perpetuados.






















 naqueles narnaqueles