O mundo em que vivemos nos convida muito "para fora". Resido em uma cidade que cotidianamente tem shows, festas, ensaios de blocos. Já está na mídia a divulgação do Festival de Verão, Camarotes particulares para Carnaval. Todo fim de semana há variadas opções para "diversão".
Eu me pergunto: por que as pessoas preferem estar tão "fora"? Fora de casa em shoppings, em festas, em bares, fazendo "qualquer coisa" e não "dentro"? Voltar-se para dentro é uma experiência importante de tomada de consciência e estar em paz consigo mesma. Mas, por outro lado está claro que acontece quando a hora é chegada, independente de idade cronológica. O tempo é de cada um, de acordo com as experiências vividas e a capacidade de auto aprendizado e auto conhecimento.
Viver para "dentro" existe na vida de poucas pessoas. Poderia até arriscar que trata-se de exceção, apesar de não ter lido nenhum estudo científico a respeito do assunto. Mas, conheci recentemente pessoas que sabem viver "para dentro". Cada um com suas vidas, suas histórias, suas construções e aprendizados. Pessoas em paz e felizes!
Há um ditado que a água do rio só corre para o mar. Então, acredito que nos aproximamos de pessoas que estão na mesma "frequência" energética nossa, e atribuo a isso ter conhecido estas pessoas. A possibilidade de contato aproveitada com elas já significou um passo a mais na minha busca de auto conhecimento no trabalho com a espiritualidade.
Cada dia me convenço que não sou a mesma pessoa que antes. Uma amiga me confidenciou semana passada que há uma Cadja antes e depois do AVC. Sinto esta mudança no meu interior, na minha forma de olhar o mundo , de viver a vida, nos acontecimentos recentes, na reciprocidade das pessoas.
O materialismo não ocupa mais o principal objetivo da minha vida. As prioridades mudaram. A família passou a ser o centro, a minha paz, o meu bem estar, a minha boa convivência com as pessoas, a minha saúde, a minha espiritualidade, os meus objetivos pessoais.
Aprendo a não " absorver" pequenas situações ocorridas no trabalho, dando-lhe a elas o seu "real tamanho".
Vivencie mais a família, pratique um esporte, descubra um hobby, trabalhe e se importe com a sua a espiritualidade.
Não estamos neste mundo "por acaso". Somos importantes! Descubra o sentido disso dentro de você!
Socializando uma experiência de emoções como: sofrimento, medo, tristeza, culpa, raiva, felicidade, amor.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
ESSE TAL DE "QUASE"
Hoje amanheci refletindo sobre a questão das "influências" que as outras pessoas exercem sobre nós. Há influência ou nossas ações são frutos das nossas "escolhas" ?
Creio que primeiro precisamos saber o que queremos ser, aonde queremos chegar, qual o objetivo da nossa existência, por quais motivos estamos integrados na teia social e aqui incluo ambiente profissional, social e familiar.
A maturidade desembaça nosso olhar, esclarece dúvidas, dá um rumo para nossas escolhas.
Eu tenho alguns momentos na minha vida que deixam o processo de escolha claro, e que a minha atitude perante a situação foi fundamental para a caminhada escolhida.
Por isso, estou certa de que é preciso viver!!! É preciso experimentar as incertezas para que o curso natural da vida aconteça. Porém, está claro também que não se trata de m processo aleatório, nem um jogo de sorte X azar, mas sim de atitudes pautadas nos nossos objetivos, em como queremos ser, de que forma queremos viver, e com que energias queremos ter contato.
Neste sentido, aproveito o texto de Luis Fernando Veríssimo. Não faço apologia ao fazer por fazer, ao "oba oba", aos modismos, aos atos inconsequentes. Mas, celebro o VIVER. Com plena consciência do que somos e queremos ser para nós mesmos e para nosso próximo.
Estar na zona do "quase" não me faz bem. Boa leitura e reflexão!
QUASE
Luis Fernando Veríssimo
" Ainda
pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É
o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que
poderia ter sido e não foi.
Quem
quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está
vivo, quem quase amou não amou.
Basta
pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem
por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver
no outono.
Pergunto-me,
às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto,
contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos
sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia",
quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A
paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez
esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada,
mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O
nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que
cada um traz dentro de si.
Não
é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as
coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a
derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros
erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De
nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é
instantâneo ou indolor não é romance.
Não
deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie
do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre
esteja vivo, quem quase vive já morreu."
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