Socializando uma experiência de emoções como: sofrimento, medo, tristeza, culpa, raiva, felicidade, amor.
domingo, 15 de janeiro de 2012
12 de dez último dia na UTI
O dia amanheceu como todos os outros desde que cheguei. já conhecia a rotina da uti, as 7 h trocava o plantão. Ouvia os médicos e demais profissionais comentando sobre mim , na troca de plantão, apesar da política do hospital de manter o paciente ciente de seu estado.Mas senti desconforto. Não queria ouvir, porque me trazia para a realidade. Neste dia fiz pela manhã outra ressonância do crânio desta vez com contraste. Entrar naquela máquina me deixava aflita. Acho que deve existir pessoas que não entrem naquela máquina. Sensação de aperto, sufocante. A técnica recomendou para eu não me mexer. Fiz um esforço enorme para dar tudo certo. Abominava a idéia de ter que repetir e começar tudo de novo.Tinha a sensação de absoluta e completa solidão dentro da máquina. Novamente me agarrei nas lembranças. Era a minha fonte de energia. Pensava que tudo aquilo que estava vivendo na UTI era necessário para a minha recuperação e para eu fazer das lembranças momentos reais. Sentia saudades do futuro, de momentos que ainda seriam vividos. A duração do exame deve ser de aproximadamente 4 a 5 minutos, mas parece uma eternidade.
De volta ao leito, enfrentaria mais um dia,agora com a expectativa de sair da uti. Quando se aproximou das 11h, percebi que nã seria neste dia. Novamente uma angústia invade.
Mas tomar banho em um banheiro, sair do leito, caminhar até o banheiro eram sinais de que estava passando para uma condição melhor. A fisioterapia hoje também foi caminhando. já conseguia perceber uma melhora no equilíbrio. Muita emoção de estar conseguindo avançar.
As horas passam a minha filha chega com as novidades de quem havia ligado.Mesmo sem falar com as pessoas sentia alegria em saber que elas queriam saber de mim. Mesmo sem falar, sentia o carinho. Este foi um elemento importante. A mani festação do carinho das pessoas começou a fazer a diferença e a me fazer um bem enorme.
Mas depois sozinha, a angústia e inquietação chegaram. Era nítida a minha necessidade de estar perto da família, de pessoas queridas. Não conseguia dormir de novo . Pedi ao médico que me desse um remédio. Eu queria apagar a ficar ver as horas passarem.
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