domingo, 9 de dezembro de 2012

09 de dezembro 2012-um ano após o AVC

O dia de hoje é muito especial porque há um ano atrás estava na UTI sem entender direito o que estava acontecendo. Sinto-me privilegiada pela oportunidade de (re)nascer e (re)começar. Hoje sou uma pessoa diferente: vida, história,objetivos, pensamentos (re)visiistados e (re) construídos. Obrigada a todos os amigos pela companhia, pelas palavras, sentimentos positivos, torcida, e verdadeiramente por terem sido solidários em um momento muito delicado e difícil da minha vida.Comemorei a data de hoje também como meu aniversário. O dia em que renasci. Olho para trás e vejo a mesma mulher porém hoje mais madura, segura, feliz, fortalecida, obstinada e mulher.
Olho para trás e percebo com mais clareza a minha vida, quem eu sou, o contexto que estava vivendo, as pessoas que estavam perto ou " faziam de conta" que estavam. Tudo é absurdamente transparente, translúcido, elucidador, e repleto de aprendizagens.
Quando estava ainda no período de recuperação, em janeiro e fevereiro, não conseguia enxergar um futuro, novas perspectivas, vontade de seguir em frente. Estava tão desanimada comigo e com a vida que houve necessidade de utilizar medicamentos anti- depressivos e também para dormir.
Não conseguia dormir. Era estranho a inquietude no meu interior. Aos poucos, com a ajuda de uma equipe de saúde multidisciplinar, da família e de pesssoas queridas, fui dando os primeiros passos para " sentir vida" de novo.
Portanto, caso o leitor esteja lendo e se identificando com meu relato, acredite que tudo vai passar. Que no início é um susto, mas que depois há muito aprendizado de vida. Acredite também que nada acontece por acaso e que as vivências que somos submetidos fazem parte da evolução de cada pessoa.
Hoje comemoro a nova pessoa que sou! Com projeto de vida, projeto de realizar doutorado, de estudar francês, escrevendo com uma colega capítulo de um livro, pesquisando outras facetas para redigir mais artigos científicos, reconhecendo quem sou, o que fui, erros e acertos.
Dizem que não devemos muito olhar para o passado, porque a nada nos acrescenta. Mas, este marco na minha vida levarei comigo, porque como todo o retrovisor, me deu uma referência, uma luz para qual caminho seguir, e a certeza de uma pessoa (re) construída.









sábado, 24 de novembro de 2012

23/11 E O SIGNIFICADO

23 de novembro tem um significado especial para mim.
Este dia não se apagará da minha memória porque me lembra a vida, a alegria de viver, a força, a capacidade que uma pessoa tem de impregnar suas marcas, suas atitudes, seu exemplo, sua capacidade de liderança, independente de possuir títulos acadêmicos.
A saudade é grande. As lembranças suaves e graciosamente enchem meu coração de alegria quando revivo os principais momentos, quando escuto as doces palavras, os risos sinceros.
Eu passei o dia todo de hoje pensando nela e o quanto representa ainda na minha vida, apesar de não estar mais perto.
Foi com o apoio cotidiano dela, que consegui iniciar minha vida profissional e dividir a grande responsabilidade de cuidar da minha única filha.
Rosilda Bittencourt, avó de Maiana, minha sogra que aprendi a amar, respeitar  e admirar dia-dia.
Fui tratada por ela como uma filha e dependi muito do seu apoio em Feira de Santana, cidade que não possuía família e escolhi para  iniciar minha vida de casada e continuar a profissional.
Sinto a força da presença dela ainda e sei que ela está entre nós.
Aqui deixo minha homenagem, pelo data do seu aniversário.
Deixo também esse singelo comentário para expressar minha eterna gratidão por compartilhar comigo e por que não dizer ajudar a cuidar do que mais tenho hoje de precioso: Maiana.
Rosilda é a representação da força feminina em sua essência. Uma pessoa que ao nos deixar deixou sua família desfalcada. Falta algo muito maior do que a presença física sem ela. Falta o cuidado diário de coisas aparentemente pequenas,mas quando deixam de existir são enormemente grandiosas. Falta as comemorações das datas especiais, com uma ligação carinhosa e comidinhas típicas do sertão. Falta reunir a família na fazenda com deliciosas especiarias culinárias típicas. Aprendi a gostar de manissoba, de ensopado de carneiro, de frigideira de mucuri.
Falta a elegância com entorno de simplicidade que costumava vestir.
Falta o SER, capaz de irradiar uma força agregadora e sabedoria de vida incrivelmente perspicaz.
Tenho saudades, muitas...
Estará eternamente no meu coração...








quinta-feira, 25 de outubro de 2012

É PRECISO CRIAR OS NOSSOS VALORES DE VIDA

O mundo em que vivemos nos convida muito "para fora". Resido em uma cidade que cotidianamente tem shows, festas, ensaios de blocos. Já está na mídia a divulgação do Festival de Verão, Camarotes particulares para Carnaval. Todo fim de semana há variadas opções para "diversão".
Eu me pergunto: por que as pessoas preferem estar tão "fora"? Fora de casa em shoppings, em festas, em bares, fazendo "qualquer coisa" e não "dentro"? Voltar-se para dentro é uma experiência importante de tomada de consciência e estar em paz consigo mesma. Mas, por outro lado está claro que acontece quando a hora é chegada, independente de idade cronológica. O tempo é de cada um, de acordo com as experiências vividas e a capacidade de auto aprendizado e auto conhecimento.
Viver para "dentro" existe na vida de poucas pessoas. Poderia até arriscar que trata-se de exceção, apesar de não ter lido nenhum estudo científico a respeito do assunto. Mas, conheci recentemente pessoas que sabem viver "para dentro". Cada um com suas vidas, suas histórias, suas construções e aprendizados. Pessoas em paz e felizes!
Há um ditado que a água do rio só corre para o mar. Então, acredito que nos aproximamos de pessoas que estão na mesma "frequência" energética nossa, e atribuo a isso ter conhecido estas pessoas. A possibilidade de contato aproveitada  com elas já significou um passo a mais na minha busca de auto conhecimento no trabalho com a espiritualidade.
Cada dia me convenço que não sou a mesma pessoa que antes. Uma amiga me confidenciou semana passada que há uma Cadja antes e depois do AVC. Sinto esta mudança no meu interior, na minha forma de olhar o mundo , de viver a vida, nos acontecimentos recentes, na reciprocidade das pessoas.
O materialismo não ocupa mais o principal objetivo da minha vida. As prioridades mudaram. A família passou a ser o centro, a minha paz, o meu bem estar, a minha boa convivência com as pessoas, a minha saúde, a minha espiritualidade, os meus objetivos pessoais.
Aprendo a não " absorver" pequenas situações  ocorridas no trabalho, dando-lhe a elas o seu "real tamanho".
Vivencie mais  a família, pratique  um esporte, descubra um hobby, trabalhe e se importe com a sua  a espiritualidade.
Não estamos neste mundo "por acaso". Somos importantes! Descubra o sentido disso dentro de você!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

ESSE TAL DE "QUASE"



Hoje amanheci refletindo sobre a questão das  "influências"  que as outras pessoas exercem sobre nós. Há influência ou nossas ações são frutos das nossas "escolhas" ? 
Creio que primeiro precisamos saber o que queremos ser, aonde queremos chegar, qual o objetivo da nossa existência, por quais motivos estamos integrados na teia social e aqui incluo ambiente profissional, social e  familiar.
A maturidade desembaça nosso olhar, esclarece dúvidas, dá um rumo para nossas escolhas.
Eu tenho alguns momentos na minha vida que deixam o processo de escolha claro, e que a minha atitude perante a situação foi fundamental para a caminhada escolhida.
Por isso, estou certa de que é preciso viver!!! É preciso experimentar as incertezas para que o curso natural da vida aconteça. Porém, está claro também que não se trata de m processo aleatório, nem um jogo de sorte X azar, mas sim de  atitudes pautadas nos nossos objetivos, em como queremos ser, de que forma queremos viver, e com que energias queremos ter contato.
Neste sentido, aproveito o texto de Luis Fernando Veríssimo. Não faço apologia ao fazer por fazer, ao "oba oba", aos modismos, aos atos inconsequentes. Mas, celebro o VIVER. Com plena consciência do que somos e queremos ser para nós mesmos e para nosso próximo.
Estar na zona do "quase" não me faz bem. Boa leitura e reflexão!


QUASE
Luis Fernando Veríssimo
" Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

terça-feira, 25 de setembro de 2012

QUAL O SIGNIFICADO DA MINHA EXISTÊNCIA?

Hoje eu tive a oportunidade de ouvir uma palestra que me fez refletir mais sobre minha existência. 
Eu já havia me feito esta pergunta há algum tempo atrás. Encontrei como primeira e simples resposta que não estou na área de Educação por acaso, mas sim para "plantar" sementinhas nas pessoas, para ser instrumento de mudança na vida das pessoas. Mas, ampliando para a vida, estou aqui também para ser exemplo para minha filha e para todas as pessoas que até hoje conviveram comigo ou não em sala de aula, para me tornar uma pessoa cada vez melhor e ajudar a todos que quiserem também . Para me conhecer cada vez mais e aprender a  conviver com sentimentos de orgulho e humildade.
Entretanto,  depois do AVC nasceu uma certeza maior dentro de mim que tenho mesmo uma missão. Estou interpretando cada sinal para compreender os significados.
Quanto mais leio sobre  AVC, quanto mais os médicos me dizem " não parece que você teve um AVC", relembrando passo a passo como tudo aconteceu e no que me tornei hoje, sinto profundamente uma mudança interior. Uma força maior. Hoje eu me senti mais próxima de Deus.
Hoje olho para trás e percebo o quanto estava infeliz, me sentindo só. Na verdade, não estava bem comigo mesma. Eis o grande motivo para ter todos os outros sentimentos que me atormentavam. Minha vida tinha pouco sentido. Não me percebia nem percebia " o outro".
Não sabia ficar em paz comigo mesma e não gostava da minha companhia.
Hoje, sinto-me fortalecida. Estou consciente de que enquanto o mundo nos convida cada vez mais " para fora"  o que preciso é ir para "dentro de mim".
Este nível de consciência amplia minha existência, me direcionando para o que " realmente" possui valor, acrescenta, evolui e promove meu crescimento.
Mudei meu olhar e descobri muitos significados.
Estou aqui, nesta vida, para melhorar, evoluir, superar minhas  frquezas e ajudar ao próximo na sua superação.
Mas, nem sempre estamos em zona de conforto. E quando me encontro em uma situação "desconfortável" me pergunto: " qual o aprendizado que posso ter?" " por que estou sendo submetida a estes sentimentos e atitudes?". Busco os significados e vou decifrando as lições de vida contidas em cada momento, em cada encontro, cada fala, cada olhar, cada situação e até mesmo no silêncio.
O significado da minha existência é não ter certezas absolutas e não posuir controle de tudo,mas sobretudo ter o coração aberto para a evolução, para o aprendizado, derrubar os muros do medo, dos receios e ter coragem de viver dia após dia, na certeza de que estou praticando o bem e contribuindo  na vida das pessoas . Qual a forma? Cada um exerce seu livre arbítrio!

Deixo um pensamento para reflexão..

" A maior descoberta de minha geração é que o ser humano pode alterar sua vida alterando suas atitudes" (William James)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

SER OU TER?

Este fim de semana vivenciei um sentimento novo.
Minha filha veio passar o feriado de 7 de setembro em Salvador e eu alimentei, antecipadamente, muito antecipadamente, uma necessidade de sentir seu cheiro, de dormir abraçada, de poder reviver sensações de quando morávamos juntas, do prazer de estarmos perto, da necessidade que ela sentia de mim, da oportunidade que me dava de "ser mãe". E, dentro das minhas limitações humanas, "planejei" esse momento de troca, desejando dormir juntinho dela.
Mas, para minha surpresa quando expus minha vontade, ela não correspondeu, dizendo que não queria dormir na minha casa e sim na casa do pai.
Um espaço vazio enorme se abriu à minha frente. Que sentimento doloroso esse de "vazio de mãe" !
Atualmente, na linguagem do senso comum  se diz: " a ficha caiu" . 
Minha filha tem quase 20 anos, já faz faculdade, já está estagiando, reside em São Paulo. Está emocionalmente amadurecendo a uma velocidade incrível e muito rapidamente também tornando-se independente dos vínculos de dependência que normalmente os filhos tem com os pais, em especial com a mãe. Vínculos além do material, vínculos viscerais.
Reflito: qual o direito que tenho de sentir essa dor? Que sentimento de "posse" é este? Sentimento tão pequeno, tão limitado, tão egoísta.
Um filho não pode representar exclusivamente o único significado de vida para uma mãe. Ele é sim, seu complemento, sua parte, de um todo maior que inclui também nossas individualidades.
Passei o fim de semana chorando, "curtindo" a dor da tomada de consciência, mas ao mesmo tempo, desembaçando o olhar do meu coração, da minha alma, e do meu " ser mãe" .
É claro que continuo com vontade de sentir o cheirinho dela. Mas, sei que ela está construindo o seu SER, a sua vida, os seus valores, amigos, princípios de conduta. Este é seu tempo!!!!
Então eu tive um "insight" de procurar maiores significados na minha vida, como fazer o Doutorado, evoluir espiritualmente, cursar Direito, ler mais, ver menos TV, voltar a jogar tênis, assistir ao vivo um jogo da US OPEN 2013 em New York, comprar um cachorrinho, construir uma vida através de um relacionamento saudável e recíproco, aprender e meditar, ouvir mais as pessoas, amar mais a todos que existem na minha vida, entrar em um programa de voluntariado, voltar a estudar piano ( estudei 7 anos e tocava músicas clássicas lendo partitura).
Minha filha, é e sempre será um tesouro na minha vida e estou certa de que ela precisará ainda muito de mim, mas no seu tempo, do seu jeito. 
Por essas reflexões, estou mais "leve". Afinal não TENHO( no sentido de posse) uma filha, SOU mãe....

Maiana, amo você incondicionalmente. Ao tempo em que precisar, terá braços abertos para te acolher, te alimentar, e palavras para te acalmar e ajudar se for preciso.
Preciso evoluir, amadurecer cada vez nossa convivência à distância, que hoje é geográfica, mas amanhã poderá ser espiritual. 
Preciso aprender a me alimentar e a te abastecer do que precisamos mesmo não estando perto e de acordo com as variáveis vividas no nosso contexto de vida atual.
Não é justo para comigo ou mesmo com você filha, ter sentimento de decepção. Não posso criar uma expectativa maior do que o que você pode me dar hoje. O que faz hoje, é a SUA forma de amar.

Agradeço a Deus todos os dias  por me oportunizar depois de tudo que vivi com o AVC, de continuar sendo a mãe de Maiana, e Maiana continuar sendo a filha de Cadja.
Portanto SOU sobretudo mãe....mas não TENHO uma filha. Apenas sou mãe e recebi de presente uma filha maravilhosa e linda!!!!

Amo-te, eternamente.

Sua mãe..



Definição de filhos : 

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".(Jose Saramago)













sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SINGELA HOMENAGEM A MEU PAI

Hoje é o dia do aniversário de meu pai.
Nas minhas meditações, enxergo tantas coisas que outrora não entendia bem..
Os filhos tendem a achar que conhecem a vida e o mundo mais que seus pais, e eu não fugi a regra.
De repente de olhos fechados e conectada a meu pai estremeci, compreendendo suas atitudes .
Na época, interpretava meu pai como antiquado e suas ações relacionadas a religião - evangélico, presbiteriano. 
Costumava dizer que meu pai era uma mistura explosiva - presbiteriano e militar. Aparentemente posturas rígidas, engessadas, presas a dogmas.
Hoje orgulho-me da educação que recebi, da orientação espiritual e dos valores éticos e morais. Hoje reconheço seu exemplo.
Meu pai vivia baseado nos valores em que acreditava. Ele não bebia, não fumava, não era boêmio, vivia de forma comedida e regrada fisicamente. Não gostava de muito barulho e preferia locais mais tranquilos.
Ahh! como queria poder dizer a ele : " meu pai, lhe entendo" .
Fecho os olhos que me levam a praia de Itapoã, onde nasci e diariamente íamos juntos " dar um mergulho". Adorava aquele momento, em que colocava os óculos de mergulho e no rasinho mesmo ficava contemplando as beleza natural de dentro das águas. Começava a minha paixão pelo mar, natureza, água.
Sinto muitas saudades da voz, do olhar, do sorriso, da presença de meu pai.
Tenho certeza de que ele se orgulharia de mim hoje. Pela pessoa que sou, que fui e que pretendo continuar a ser.
Pai, acredito que só afastastes de mim seu corpo físico. 
Posso sentir sua presença forte, me acompanhando. Você está presente em mim em tudo. Está no pensamento, na conduta, nas ações, na minha forma de viver.
Onde estiver, certamente está feliz. Um dia nos revemos!
Obrigada pelo que sou hoje e pelo lastro moral, ético e intelectual, necessários para suportar os desafios do meu constante crescimento.
Obrigada pelo exemplo.
Amo você eternamente.